Você é você.


. . . Entre Ilusão e Realidade. Aonde você está? Quem somos realmente afinal? Se vale a pena viver não sei. Mas será uma jornada épica!

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27/12/2011

Episódio 09

09. "Uma Bolinha de Carne"

Isabelle, Jeffrey, um Espantalho... Scaredy é seu nome, devo citar.
Uma bruxa auto-entitulada Luane, e muitos mistérios pela nossa frente.

Mas o problema, é a intempestuosidade de um ataque felino extra-terrestre!
E a nave mãe se aproxima em forma de bola de linha de algodão....

  • REUNAM AS RAÇÕES DE GATO! \o
  • O Comandante da Frota estelar felina está se aproximando...
    - assim anunciava o autofalante.

Kitty kat, kitty net, quem vem chegando? "LOVEKATS"

... E um gato com patas finas e altas, as patas mediam de comprimento,
1m, e nosso gato esquisito apenas encarava os demais personagens de igual para igual,
realmente, só vendo.

    • BASTA! Já teve atenção demais um gato doentio e extra-terrestre,
    • apenas siga-me e não discuta!
    • Eu posso estar entediada e sem criatividade ou inspiração alguma,
    • mas quando tudo se torna importante, a fala é minha.

+ Atenção, as coisas se tornam perigosas a partir deste ponto. +

Deixe fluir deixe fluir, desta prisão mental que abate sobre teu sol.
Aonde foi, aonde estará? Aquele do qual o verbo não será o de amar?
... como acreditar em mais dessas mentiras contadas?

A Floresta perdida não era mais dona da paisagem,
mas eles se aproximavam de Lugar Nenhum.

Isabelle se afastava muito delicadamente de todos apertando o passo
e parando caso tentem acompanha-la. Jeffrey percebeu a situação,
e como Palhaço do ocorrido, sentiu-se uma laranja e abraçou o espantalho Scaredy...
Assim a princesa se afastava, e Jeffrey ria com o espantalho para Luane com um olhar lascivo.

Isabelle se viu diante de um portal de cemitério... e sentiu nojo de abrir ele.

" VALERIE ... "

E então a empregada servil de Isabelle que a acompanhava nas sombras (claro... ^^)
se apresentou diligentemente, tomou posse de uma enxada, e golpeou a fechadura
do podre portão enferrujado.

E assim abriu-se o portão do cemitério
Nas dependências de Senhor Ed, o coveiro.





  • Oh' que visitação no momento inoportuno, quem de vocês carrega meu próximo protegido?

    E o silêncio se fez, aquela figura de aparência quase-humana, tinha um cheiro acre, podre, incômodo, e fazia nossos perdidos se lembrarem do doce cheiro do amor, aonde seu fim é a morte com tal odor nausebundo.

    Vivia entre os cadáveres, e eles o acompanhavam... Rastejando.
    Pareciam crianças novas, sem saber andar, faziam o que podiam com suas quatro patas.
    Imploravam atenção a todo momento, e os ouvidos do Sr. Ed pareciam estar acostumados com a sinfonia do desespero. Aquele local não era uma sala de estar, e ninguém estava convidado á tomar um chá ou receber hospitalidade. Mas é uma coisa da qual nossa Princesinha não se importava.
    E sem cerimônias, arrancou um lenço do bolso de Jeffrey, e em uma sepultura de um cadáver feminino de 1679 que dizia escrito: "Nada pode ser escrito, sua morte não foi lembrada"

    Isabelle, aconchegou-se ali mesmo e fechou seus olhos... inspirou o ar do local, e abriu seus olhos novamente, aquele ambiente lhe dava sono', mas o sono lhe deixava desperta. A morte estava muito próxima, e ela convivia com o pensamento da vida á anos já passados.

    - Hey' hey ho'. Vocês aqui! Sem propósitos! Deixem meu quintal, deixem o refúgio da maldição! Aqueles que vivem não entendem o lugar para onde os mortos é sua fortaleza!

    > Não se precipitar, não se magoar. Viemos para celebrar! - E o Palhaço deixou de logo pronto seu acordeon' e veio a querer compor uma balada para os mortos.

    " Eis a vida da semente,
    Bela e negligente
    os olhos corroídos
    um dia guardaram beleza.

    E no encontro da vida
    aquela passagem é a morte
daonde nada mais se lembra
mas claramente daonde tudo veio

Unem-se as pessoas
que se multiplicam rapidamente
ou apenas diminuem teu contingente?

O nascimento passageiro
A morte, um convite
E a vida, um mistério "

Não havia agradado ninguém no cemitério, a balada do Palhaço, ele a fez em notas absurdas, ritmo errado, frases não rimadas, atitude mesquinha e egoísta.
Ouviram aquilo, e as expressões foram as mais diversas.
A princesa apenas deitou a cabeça ao lado e disse:
" Palhaço, no cemitério, deverias servir Vinho e Pão, mas nunca uma canção!"

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